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AGÊNCIA DO RECEITA ESTADUAL CORRE O RISCO DE FECHAR EM VIÇOSA

Na tarde de ontem, dia 03/04, aconteceu uma reunião na Casa do Empresário, para buscar soluções ao possível fechamento da agência da Receita Estadual no município de Viçosa.

O encontro também contou com as presenças do Vereador Helder Evangelista (Cherinho), o Superintendente de Gestão e Governança do Município, Luciano Piovezan, de prefeitos da microrregião, representantes da Casa do Empresário, da Secretaria de Fazenda e do escritório de contabilidade Exata.

A Agência corre risco de ser fechada em função da política de corte de gastos do Governo Estadual que prevê o fechamento de unidades que não possuam sede própria, uma vez que o não pagamento desses aluguéis possibilitará grande economia aos cofres públicos. Geisla Pascini, da Secretaria de Fazenda, confirmou que esse corte está sendo realizado principalmente no que diz respeito às agências de 3º nível, que já estão sendo
fechadas, enquanto as de 2º nível, como é o caso de Viçosa, são pressionadas pela possibilidade de fechamento dada a ausência de sede própria.

A recomendação do Estado foi do aluguel de outro imóvel por intermédio de parcerias entre o Município e cidades vizinhas, já que a a agência também atende outros 10 municípios da microrregião, sendo eles: Araponga, Cajuri, Canaã, Coimbra, Ervália, Paula Cândido, Pedra do Anta, Porto Firme, São Miguel do Anta e Teixeiras. Luciano Piovezan, Superintendente de Gestão e Governança, destacou que a Prefeitura de Viçosa está enxugando gastos e não teria condições de arcar sozinha com mais essa demanda, mas estaria disposta a cotizar o valor junto as demais prefeituras. Já o Presidente da Casa do Empresário, Julismar Marques Divino, pontuou que todos deveriam considerar a importância da Receita Estadual em Viçosa, e que todos os municípios ganham com a permanência dela na cidade.

O Vereador Helder complementou a fala dos demais, afirmando que diante dos serviços prestados pela Receita, o encerramento de suas atividades seria uma grande perda não apenas para cidade, mas para toda a microrregião. O vereador ressaltou a necessidade de no momento “a contribuição dos demais municípios de nossa região será fundamental, pois seria muito pesado se nossa cidade tivesse que arcar sozinha com todos os gastos”, afirmou. O parlamentar ainda criticou o Estado, que segundo ele “está deixando a conta que seria de sua responsabilidade, e colocando essa despesa na conta de todos os municípios, algo que infelizmente é lamentável”.

Os presentes na reunião concordaram em dividir e arcar com as despesas do aluguel de aproximadamente R$ 4 mil referente às salas da Receita Estadual que abrangem praticamente todo o 1º andar do edifício que ocupa na Travessa Tancredo Neves, nº 33, Centro.

 

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